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Prefeito Emidio sanciona lei que abre os caminhos para a revitalização do Centro de Osasco

Operação Urbana Tietê II prevê uma série de intervenções para atrair investimentos à região do Bonfim, visando sua integração com a região central e melhorias em todo o entorno

Um projeto para mudar a história de Osasco. Assim pode ser definida a lei que institui, na cidade, a Operação Urbana Consorciada Tietê II, legislação que abre as portas para a revitalização de toda a região central e foi sancionada nesta quarta-feira, dia 22 de dezembro, pelo prefeito Emidio de Souza, em seu gabinete.

Ela compreende a reurbanização do bairro do Bonfim e integra as ações de reurbanização de toda a região central da cidade, tendo como objetivo a recuperação de toda a área que hoje está subutilizada na orla do rio Tietê e ao longo da via férrea para usos residencial, de comércio e serviços.

O evento foi aberto por Sérgio Alves de Azevedo, da Associação dos Construtores de Osasco, que falou sobre o processo democrático de elaboração do projeto, no qual foram ouvidos segmentos de toda a sociedade civil, por meio do Conselho Municipal de Habitação, do qual também faz parte. “Acompanhamos e aplaudimos essa elaboração e agora estamos dispostos a colaborar com a administração para que essa ideia seja colocada em prática”, afirmou.

Em seguida, o secretário municipal de Habitação, Sérgio Gonçalves, destacou a importância da Operação Urbana Consorciada Tietê II para a cidade, reforçando que ela é uma das principais intervenções da história de Osasco. “Existem projetos importantes e existem marcos. E esse, com certeza, é um marco. Osasco é a 10ª economia do País e possui um centro que não é compatível com a cidade que Osasco é e pode ser. O que vamos fazer, com essa lei, é tirar as amarras que hoje impendem esse desenvolvimento”, disse.

E o projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura Vigliecca & Associados, já nasce vitorioso. Ele recebeu o prêmio de melhor, na categoria Urbanismo, concedido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil de São Paulo (IAB-SP). “Conseguimos, inclusive, convencer o governo do Estado a adotar nosso projeto de reforma da estação de Osasco, que já faz parte da Operação Urbana”, completou.

O deputado estadual Marcos Martins, por sua vez, lembrou que a sanção é o primeiro passo para a reurbanização do Centro e sua integração com a zona Norte. “Sou parceiro da cidade nesse caminho de desenvolvimento e democracia que ela encontrou”.

Já o prefeito Emidio de Souza salientou que as ações previstas nessa Operação Urbana vão acontecer a longo prazo. “Esse é um projeto que transcende os limites temporais da administração, mas para mim não há qualquer problema no fato de que não seja concluído em meu mandato. Alguém precisa começar”, afirmou.

Emidio lembrou ainda que a elaboração do projeto também demandou muito tempo. “Tínhamos, em meu plano de governo, de 2004, um item envolvendo a revitalização da região central. Foi a partir disso, que era então apenas uma idéia, que esse projeto foi construído, o que demandou um estudo imenso. Mas vale lembrar que essa é uma área que tem mais de 100 anos de ocupação urbana. O problema é que Osasco se expandiu para todos os lados e essa área ficou isolada. Primeiro, havia ali apenas a linha do trem. Mas depois houve a retificação do rio Tietê, que passou a corta a região, e foi construída a Castelo Branco, e o tempo foi se encarregando de isolá-la ainda mais”, relembrou.

Além disso, Emidio destacou que o projeto vai reconfigurar toda a margem da rodovia Castelo Branco no trecho que corta a região. “Queremos que ela tenha uma ocupação de alvo nível, como acontece hoje em Alphaville. Agora, nosso trabalho será o de entendimentos com a iniciativa privada para investimentos no setor, pois isso só acontece quando há leis muito bem definidas, como a que sancionamos agora”, finalizou.


O projeto

Operação Urbana Consorciada Tietê vai permitir a ocupação planejada e ambientalmente protegida de cerca de 50 hectares localizados entre o rio Tietê e a estrada de ferro.

A intenção é transformar o Rio Tietê de barreira urbanística em instrumento de desenvolvimento da região central – expandindo o atual centro da cidade. Dentre as medidas para isto está prevista a construção de novas sedes para a Prefeitura de Osasco e a Câmara Municipal, na área da antiga fábrica Hervy.

Além disso, a área compreendida entre o Tietê, a linha ferroviária e a rodovia Castelo Branco vai passar por intervenções, combinando investimentos públicos e privados, que incluem empreendimentos em áreas residenciais, comerciais e institucionais. O projeto também inclui a construção de duas novas pontes sobre o rio Tietê e uma passarela, como reforço de trânsito e para fazer a interligação com o atual Centro.

Essas ações serão viabilizadas por meio de mudanças no potencial construtivo dessa área. As empresas interessadas em construir no local vão poder trocar a ampliação desse potencial construtivo por recursos, que serão destinados a um fundo específico da Operação Urbana Tietê II e vão financiar as obras públicas.

A operação urbana atende ainda à Meta 1 da Diretriz 1 do Eixo “Desenvolvimento Urbano e Qualidade Ambiental” do programa Osasco 50 anos, que prevê a revitalização do centro expandido do município e a Meta 1 da Diretriz 5 do Eixo Reforma e Modernização do Estado, que trata da “Manutenção do Paço Municipal e instalações da Prefeitura”, apontando o objetivo de se construir um novo Paço Municipal. O Osasco 50 anos definiu, com a participação popular, 50 diretrizes e suas 186 metas, para o 50º aniversário da cidade, em 2012.

O projeto completo pode ser acessado no site da Prefeitura (www.osasco.sp.gov.br), no link da Secretaria da Habitação e Desenvolvimento Urbano.

Também prestigiaram o evento o vice-prefeito Faisal Cury, os secretários municipais Jorge Lapas (Governo), Luciano Jurcovichi (Serviços Municipais), Gelso Lima (Saúde), Paulo Fiorilo (Administração), Mazé Favarão (Educação), Renato Afonso Gonçalves (Assuntos Jurídicos), Juracy Dalle Luca (Indústria, Comércio e Abastecimento), Carlos Marx (Meio Ambiente), Helena Ferrari (Cultura); os coordenadores municipais Nice Abrantes (Orçamento Participativo), Aldo Rocha (Relações Internacionais), Delcides Regatieri (Combate às Enchentes) e Sônia Rainho (Mulher e Promoção da Igualdade Racial); o secretário-adjunto de Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão, Luiz Mansur; a diretora de Comunicação, Emilia Cordeiro; o presidente da Câmara Municipal, Osvaldo Vergínio, o presidente eleito da Câmara, Aluísio Pinheiro, e os vereadores Rubens Bastos, Cláudio da Locadora e Valdomiro Ventura; o presidente da Aceo (Associação Comercial e Empresarial de Osasco), Andre Menezes; o coordenador do projeto Osasco 50 Anos, Roberto Espinosa; o padre Pio Milpacher, da paróquia do Bonfim; Pietro Mignozetti, diretor do Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo; os arquitetos Diogo Araújo Tibiriçá, José Eduardo Tibiriçá e Paulo Gianguito, do Secovi (Sindicato da Construção); e os arquitetos Caroline Bertoldi, Paulo Gianquinto e Paulo Serra, da Vigliecca Associados Arquitetura e Urbanismo.

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