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Prefeitura inaugura Centro de Inclusão Social da Pessoa em Situação de Rua

Prefeitura inaugura Centro de Inclusão Social da Pessoa em Situação de RuaA população em situação de rua cresce no mundo e preocupa organismos internacionais e governos de países como o Brasil, que assumiu o compromisso de formular políticas públicas voltadas para esse segmento, por meio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). A Secretaria de Assistência e Promoção Social (SAPS) da Prefeitura de Osasco também está engajada nesta rede de proteção social em favor de crianças, jovens e adultos em situação de rua, através do Programa Osasco pela Vida, que dispõe do Projeto Vida-Criança e Vida-Adulto. Em cerimônia presidida pelo vice-prefeito Faisal Cury, foi inaugurado o Centro de Inclusão Social da Pessoa em Situação de Rua, dia 27.

A unidade inaugurada completa a estrutura de serviços necessários para atender adultos em situação de rua pois os mesmos passam a noite no albergue e durante o dia são encaminhados para o Centro de Inclusão, que funciona na rua Martin Afonso, 244, Jardim Piratininga, ao lado do recém-instalado Centro de Atenção Psicossocial da Coordenadoria de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, direcionado para atender usuários de álcool e drogas. Promoção Social e Saúde realizam trabalho conjunto nesta ação integrada para oferecer vida nova para essas populações. A SAPS faz a abordagem de campo das pessoas em situação de rua, que em muitos casos trazem consigo transtornos de saúde mental que poderão ser tratados pela unidade de saúde. Técnicos da SAPS lotados no Centro de Inclusão, sob a coordenação do psicólogo Wladimir Luís Ribeiro Franco (Kelé), vão oferecer aos adultos do Projeto Vida a oportunidade de participar de uma série de atividades sócio-educativas e laborais que contribuirão para lhes dar oportunidades reais de resgate de direitos e integração social.

Reformado para receber as atividades do Centro de Inclusão Social da Pessoa em Situação de Rua, o prédio da SAPS conta com salas de multiuso para a realização de oficinas, aulas e inclusão digital, além de vestiários adaptados para pessoas com deficiência, refeitório, horta-orgânica, administração, triagem e equipe técnica.

Além de Faisal Cury, que representou o prefeito Emidio de Souza, também compuseram a mesa que presidiu a cerimônia de inauguração o deputado estadual Marcos Martins, as vereadoras Dionízia Luvizotto e Sonia Rainho, a chefe de gabinete Patricia Dandalo, representando a secretária Gilma Rossafa, da SAPS; Antonio Dantas, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o coordenador de saúde mental Roberval Vivot, da Secretaria de Saúde, e a diretora de Obras Valéria Maria Simões Miotto, da SOT. A diretora de proteção social especial Maria Isabel Panaro, da SAPS, foi a responsável pela programação que incluiu apresentações culturais das artistas Maria Rosa Alves (poeta) e Adélia Martins (canto) que saudaram os presentes com poesia e música.

Pesquisa em Osasco – Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua foi realizada em 71 cidades brasileiras, de agosto de 2007 a março de 2008, de forma amostral, sob demanda do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em Osasco, foram identificadas 140 pessoas vivendo em situação de rua, com 18 anos completos ou mais, sendo 82,6% homens, mais da metade deles com idades entre 25 e 44 anos. Da população pesquisada, 53,2% não concluiu o primeiro grau, 48,7% se declarou parda, 40,9% são declarados brancos e 10,4% pretos. São dados do Sumário Executivo da Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua, realizada em 71 cidades brasileiras. Resultados desta pesquisa permitem aos gestores de programas públicos de proteção social dimensionar ações voltadas para esse segmento da população que fica excluída das políticas sociais pela falta de indicadores. Em Osasco, a população em situação de rua pesquisada pelo Instituto Meta, selecionado por meio de licitação pública, corresponde a 0,020% da população da cidade, enquanto em outros municípios pesquisados essa proporção corresponde a 0,061%.

A pesquisa realizada em Osasco revelou que 60,9% das pessoas pesquisadas costuma dormir na rua e 27% dorme em albergue. Estão dormindo na rua ou em albergue há mais de cinco anos 38,3% deles. Sobre a trajetória e deslocamento desta população, 47,8% dos entrevistados sempre viveram no município em que moram atualmente e 34,8% disseram ter vindo de outras cidades de São Paulo. Vieram de outros estados 16,5% das pessoas pesquisadas. Os principais motivos pelos quais essas populações passaram a viver e morar na rua se referem ao desemprego (10,7%), separação/decepção amorosa (7,8%) e problemas familiares (7%). Não responderam essa questão 53% das pessoas pesquisadas. Por último, a pesquisa apontou que apenas 9,6% das pessoas em situação de rua pesquisada pedem dinheiro para sobreviver, enquanto 25,2% dedica-se à coleta de material reciclável e 17,4% são flanelinhas.

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