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Programa Saúde Mental, Crack e outras drogas ilícitas é tema de audiência pública em Osasco

Número foi apresentado durante audiência pública, na Câmara Municipal, que debateu as principais atividades do programa desenvolvido pela Secretaria de Saúde

A Comissão de Saúde e Promoção Social da Câmara Municipal de Osasco, presidida pelo vereador Carlos José Gaspar, promoveu na noite de quinta-feira, dia 19 de abril, uma audiência pública sobre o Programa Saúde Mental, Crack e outras drogas ilícitas. O encontro reuniu profissionais de diversas áreas, autoridades políticas, representantes religiosos, de organizações não governamentais e da sociedade civil que atuam no combate às drogas.

Conforme explicou o vereador, a audiência integra uma série de outros encontros que vão debater serviços pontuais da Secretaria da Saúde de Osasco. “Todos acabam sofrendo com os problemas relacionados à dependência das drogas. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil conta com 2 milhões de usuários de drogas. Um estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), aponta que 1/3 encontra a cura, outros 1/3 continuam utilizando drogas e outros 1/3 vão a óbito, sendo 85% relacionado a violência”, disse.

Na seqüência a coordenadora do Programa Saúde Mental, Luciana Affonso Pignatari, apresentou um breve histórico e um panorama das ações desenvolvidas no município desde 2006, quando Osasco contava apenas com o CAPS Felício Gaspar (Centro de Atenção Psicossocial) e apenas 13 psicólogos atuando na atenção básica sem nenhuma articulação com os demais serviços da Rede.

Em abril de 2006 foi inaugurado o CAPS Infantil em parceria com a Secretaria de Educação, contando com equipe multidisciplinar completa. Em outubro do mesmo ano, foi realizado investimento na contratação de profissionais de Saúde Mental e cerca de 4 mil usuários portadores de sofrimento leve a moderado foram encaminhados para a Atenção Básica.

Nos anos seguintes foram inaugurados a emergência psiquiátrica no Pronto Socorro da Vila Pestana e o CAPS Álcool e Drogas. “Em novembro de 2010, reorganizamos a atenção básica em pólos de referência em Saúde Mental com estratégias inovadoras de atenção como tutoria dos clínicos, terapia comunitária e acolhimento porta aberta”, disse.

Consultório de Rua – Conforme explicou a coordenadora, em janeiro de 2011 o município deu inicio ao Programa Consultório na Rua, fazendo mapeamento do território, reconhecimento e identificação da população usuária de crack e outras drogas. “Em fevereiro de 2011, iniciamos o processo de Educação Permanente com os profissionais da rede de saúde mental e especificamente com a equipe do CAPS II Felício Gaspar, no sentido de ressignificar as práticas e resgatar a identidade dos serviços e das equipes, promovendo melhoria da qualidade dos serviços, afirmou.

Ela disse ainda que em dezembro do ano passado, a Secretaria da Saúde deu continuidade à descentralização dos casos leves e moderados, encaminhando 1.700 pacientes do Ambulatório do CAPS Felício Gaspar para a atenção básica.

Para 2012, foi desenvolvido um planejamento no qual destaca-se transformação do CAPS AD II em CAPS AD III que permite acolhimento noturno e permanência de 24 horas contínuas, implantação de mais duas equipes de Consultório de Rua (Regiões Sul e Norte), mudança do CAPSi para espaço centralizado e reformado, implantação de Residência Terapêutica, criação de 10 leitos de atenção especializada em psiquiatria no HCMO para internação de curta permanência, implantação do Colegiado de Saúde Mental Intersetorial e implantação do Conselho Municipal Antidrogas (COMAD).

Durante o encontro o titular da Dise-Osasco (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) Ricardo Zaitune, falou sobre os entorpecentes e a dificuldade de acesso de sua equipe nas comunidades de Osasco. “O tráfico está próximo de todos e está relacionado a diversos crimes e ocorrências como troca de tiros, roubo e apreensão de armas de grosso calibre. A solução para o problema vai além da Segurança Pública. Osasco tem um exemplo muito importante: após a urbanização da favela do Flamenguinho no Jardim Piratininga não foi registrado nenhuma ocorrência naquele local”, disse.

Quem também fez uso da palavra foi o capitão PM Moura, que na ocasião representou o major PM Redcliff, comandante do 14º batalhão da Polícia Militar. “Na PM lidamos com os efeitos dos entorpecentes que é o mais difícil, por isso desenvolvemos o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) nas escolas públicas e particulares, e que tem como objetivo transmitir uma mensagem de valorização à vida, e da importância de manter-se longe das drogas”, destacou.

Também prestigiaram a audiência pública a secretária de Assistência e Promoção Social, Patrícia Dândalo; o secretário adjunto da Secretaria da Saúde, Maurício Rosa, a diretora do Departamento de Saúde Pública, Mirtes Fabricanti; os vereadores Aluisio Pinheiro (presidente da Câmara Municipal), Ana Paula Rossi, Antonio Toniolo, Josias da Juco, Osvaldo Vergínio e Rubens Bastos.

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