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Ação regional integrada é o melhor caminho para atender a população de rua, aponta seminário

225 - Leandro Palmeira (3)Evento foi promovido pela Secretaria de Assistência e Promoção Social da Prefeitura de Osasco em parceria com a Rede Rua e teve o padre Júlio Lancelotti como um dos debatedores

A Secretaria de Assistência e Promoção Social da Prefeitura de Osasco e a Rede Rua (organização formada por diversas entidades que atuam junto a moradores de rua) promoveram no dia 21 de março um seminário-debate voltado à construção de diretrizes para que a sociedade civil contribua com a efetivação das políticas públicas municipais voltadas à população de rua.

O evento aconteceu no auditório do CATI (Centro de Atenção à Terceira Idade), na sede da secretaria, e foi aberto com as palavras de Paulo Cesar Paiva, representante da Rede Rua em Osasco, que falou sobre o trabalho da instituição. “Somos um grupo de entidades e pessoas que se reúne desde 2009 com o objetivo de discutir a situação da população de rua. Como parte desse trabalho, também colaboramos na elaboração do Plano Municipal de Atendimento à População de Rua e consideramos essa discussão muito importante para que possamos unir ações tanto individuais quanto de entidades às medidas do poder público”, afirmou.

O secretário de Assistência e Promoção Social, Gelso Lima, também falou sobre a elaboração do plano, mas destacou que ações voltadas a essa população precisam ter caráter regional. “A responsabilidade da Secretaria de Assistência e Promoção Social e fazer a articulação de todos os envolvidos no plano municipal. Mas também é preciso fazer uma integração regional, porque existe uma migração muito grande da população de rua.

O prefeito Jorge Lapas, por sua vez, destacou que a questão da população de rua deve ser uma preocupação de todos os governos que desejam fazer um bom trabalho. “Acreditado que a situação do morador de rua seja mais difícil ainda que a envolvendo a população de favelas ou de cortiços, porque essas últimas ainda trazem alguma estrutura de organização familiar. Por isso, precisamos ter um olhar especial a essa questão, envolvendo inclusive os motivos que levam uma pessoa a morar na rua e oferecendo possibilidades para que ela possa sair dessa condição. Nossa administração está à disposição para dar mais um passo nesse sentido”, afirmou.

Também fizeram uso da palavra o deputado estadual Marcos Martins, os vereadores Aluísio Pinheiro, Dinei Simão, Mazé Favarão e Branco e a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social, Maria Isabel Panaro. Além disso, a mesa solene reuniu o vice-prefeito Valmir Prascidelli, a presidente da OAB/Osasco Libânia Aparecida da Silva; o defensor público Gustavo Mozani; e Renato Ribeiro, representante do Movimento Nacional da População em Situação de Rua.

Após as falas, foi realizado um debate sobre o tema envolvendo o padre Júlio Lancelotti, da Pastoral de Rua da Arquidiocese de São Paulo; e o professor doutor Roberto da Silva, livre-docente da Universidade de São Paulo.

Antes do início das palestras, o padre Júlio Lancelotti destacou a grande representatividade da sociedade civil no evento. “Osasco tem uma longa história de resistência e luta pela vida dos mais frágeis. E é muito difícil ver em outros lugares o que temos aqui hoje: o prefeito, um deputado estadual, vereadores, representante da OAB e de outras entidades interessados na questão da população de rua, segmento que talvez seja o que menos interessa e o que mais nos incomoda”, afirmou.

Ele também defendeu a necessidade de uma política integrada, envolvendo toda a região Metropolitana, para desenvolver ações conjuntas sobre o tema. “É preciso também cobrarmos para que o governo do Estado tenha um comitê sobre o assunto, pois a população de rua não é um problema local. Ela é levada de um lado para outro, como gado. Há até prefeituras que pagam passagens para que os moradores de rua sejam despejados em outras localidades ou em beiras de estrada. Precisamos olhar para essas pessoas não como um problema, mas como um ser humano que tem história, tem vida e que precisa, inclusive, de uma política de segurança alimentar”, destacou.

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